terça-feira, 15 de junho de 2010

Paixões

Tinha paixão por certa conjunção adversativa, talvez iniciada por ser contraditório por natureza. Ou o contrário: talvez tivesse se tornado contraditório justamente pela paixão pelos 'mas' da vida, não se sabe. Só se sabe que idéias vagavam pela sua cabeça o tempo todo e mudavam com frequência.
Também era chegado em advérbios. 'Mentes' sempre estavam presentes: frequentemente, justamente, felizmente...
Não se dava conta desses gostos. Simplesmente (e lá se foi mais um 'mente') saíam-lhe pela boca. Quando percebeu, já não conseguia se desvencilhar.
Percebeu então que outras paixões o arrebatavam. Paixões veladas e outras explícitas. Ora as escancarava, ora as escondia.
E as reticências, então...
Essas eram as preferidas.

[...]

4 comentários:

Jorge Pimenta disse...

a este desfilar de emoções, apenas faltam as interjeições: ufa...
um abraço!

Mulher na Polícia disse...

Olha, moça... pra mim tudo bem. Deixa ele! Muito pior é não poder andar com tantas interrogações...

; )

Beijão pra você!

taloco disse...

oi sofia... adorei teu blog, infelizmente não tenho conseguido nem atualizar o meu... consegui um tempinho para ver os comentarios... realmente, escrevemos em uma linha muito próxima.... muito prazer, prometo te visitar mais vezes.

Mulher na Polícia disse...

Lindo! Lembrei desse texto da Clarice Lispector:

"Não me corrija. A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim. E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar".

rs! Fazer o que, né?

Beijo, moça.